sábado, 10 de julho de 2010

Resenha: Dark Swan 1 - Storm Born

Sou fã da escritora norte-americana Richelle Mead. Por isso sou suspeita ao fazer comentários positivos sobre suas obras, mas, deixando isso de lado e sendo extremamente sincera: recomendo muito o livro Storm Born, primeiro de uma série de 4 chamada Dark Swan (nenhum deles, infelizmente, ainda foi lançado no Brasil).

Para quem não sabe, Richelle Mead é autora de mais duas séries sobrenaturais em andamento: O Beijo das Sombras (Vampire Academy), já com dois livros publicados no País, e Succubus Georgina Kincaid (que terá o livro um lançado pela editora nacional Planeta), esta última da qual faço parte do grupo de tradução não oficial da série.

Storm Born conta a história de Eugenie Markham, uma jovem e poderosa xamã que ganha a vida banindo seres não humanos para o Outro Mundo (um universo “sobrenatural” que existe paralelamente ao nosso).


Nos últimos dias, Eugenie (ou Odile Dark Swan, como é conhecida) começa a receber mais ataques que o normal e todos parecem conhecer sua real identidade. Para piorar, Eugenie aceita um novo trabalho, resgatar uma adolescente de 15 anos que foi raptada e levada para o Outro Mundo.

Durante o resgate, Eugenie dá de cara com uma profecia surpreendente – fazendo-a descobrir segredos sobre seu passado - que afirma que o primeiro filho dela será uma ameaça ao mundo que ela conhece.

Spoilers!
A história é ágil, rápida, cheia de ação e romance. O enredo tem as características dos outros livros da autora: toques de comédia, sutis referências de outras obras e cenas bastante descritivas.

Tamanha é a confiança que eu tenho na qualidade dos livros da Richelle Mead que eu nem li a sinopse de Storm Born antes de ler. Portanto, não fazia idéia do enredo da publicação. Confesso que foi uma experiência nova e prazerosa para mim, pois fui descobrindo os detalhes do livro a cada página.

A sinopse que fizeram para a publicação não favorece a história. Provavelmente a intenção da editora era manter o mistério em torno da trama, mas deixou o livro com aspecto de “fraco” e “superficial”, à primeira vista. A história é complexa, com intrigas, disputas políticas, brigas por poder... o resumo do livro deveria contar mais sobre tudo o que realmente acontece, sem estragar as surpresas do desenrolar da trama.

Eugenie é uma personagem forte, porém, em minha opinião, ingênua. Ela é fiel as suas convicções, impulsiva, cabeça dura e muito poderosa. Ela vira uma lenda pelo seu trabalho em ambos os mundos.

Na história, o mundo onde hoje vivem os humanos já pertenceu ao povo gentry (termo usado por antigos camponeses Ingleses, que significa “boa gente” ou “bons vizinhos”). Existem três mundos vivendo paralelamente: o dos humanos, o Outro Mundo e o Submundo (o mundo dos mortos).

Eugenie é filha do maior governante, e mais cruel, que o Outro Mundo já conheceu, Tirigan, o Rei Storm, morto pelas mãos do xamã Roland, seu padrasto. Uma profecia diz que o neto de Tirigan realizará o feito que ele tanto desejou: tomar de volta o mundo que hoje pertence aos humanos. Por isso, Eugenie passa a ser vítima de diversos ataques com intenções sexuais, além de galanteios e cantadas, todos querendo ser o pai do herdeiro do Rei Storm.

Ela, assim como seu falecido pai, consegue controlar os quatro elementos e provocar tempestades poderosas. Mas Eugenie não domina o poder, por isso procura a ajuda do sedutor rei das terras de Oak, Dorian. Eugenie também se envolve com um kitsune (um ser da mitologia japonesa que pode se transformar em homem e em raposa), chamado Kiyo.

Além da mitologia japonesa, alguns toques de mitologia grega e romana são levantados no livro como os portões de Perséfone (rainha do mundo Submundo) e a divindade Hécate (deusa da magia e da lua crescente).

Não vou contar mais sobre o enredo para não entregar todo o mistério. Mas adianto que o desenrolar é bem maior, o final e o principal “vilão” são surpreendentes!

Para mim, o legal da história são as sutis analogias e, como os mais politicamente corretos gostam de falar, lições de moral. A Richelle Mead dá uma “cutucada” em questões ambientais e na questão do preconceito entre raças diferentes. Primeiro porque os gentrys cuidam do seu mundo e tratam cada ser vivo como algo precioso, contestando assim o que os humanos fazem com os recursos de uma terra que um dia pertenceu aos seres sobrenaturais. E segundo, a Eugenie cria um conceito pré formado de que todos os gentrys são ruins e que devem ser combatidos, o que com o tempo é mostrado não ser a realidade. Bacana por parte da autora dar esses toques.

O que ADORO nas obras da Richelle Mead são as referências de gírias, coisas banais do dia-a-dia americano ou referências a outras obras ou personalidades nas histórias. Por exemplo, a Eugenie é viciada no chocolate Milky Way, a jovem seqüestrada era leitora de livros como os de JK Rowling (autora de Harry Potter) fora as alusões ao Mágico de Oz e Alice no País das Maravilhas. Acho muito legal isso!

Outra vantagem do livro são as descrições muito bem feitas. Pela forma que é narrado, o leitor consegue visualizar como é o deserto onde Eugenie vive (ela mora no Arizona) ou o Submundo e Outro Mundo por onde ela viaja.

As partes cômicas do livro ficam por conta dos toques sarcásticos da Dark Swan, as tiradas do rei Dorian e as ameaças de Volusian, um dos servos de Odile (para mim um dos melhores personagens).

O segundo livro da série Dark Swan foi publicado nos Estados Unidos em agosto de 2009 com o nome Thorn Queen. Já o terceiro, que se chamará Iron Crowned, só aparecerá nas livrarias americanas em 2011.

Em minha opinião, Dark Swan não é a melhor série da Richelle (perde para Vampire Academy e Succubus Georgina Kincaid), mas é muito boa, com um enredo elaborado, além de ser bem escrita. Recomendo aos amantes de romances sobrenaturais!

Ficha Técnica

Tìtulo Original: Dark Swan 1 - Storm Born
Autora: Richelle Mead
Ano de lançamento: 2008
Editora: Zebra
Minha avaliação:

1 comentários:

Grazi Nayoara disse... [Responder comentário]

Ainda não li essa série pq tenho medo de me viciar. haushuahsuahsuahsuahush

Os livros da Richelle são realmente muito bons!!

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