segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Resenha: Mentes Brilhantes, Mentes Treinadas

Quem me conhece sabe que não sou fã do médico-escritor brasileiro Augusto Cury. Por isso, fiquei receosa ao começar a ler “Mentes Brilhantes, Mentes Treinadas”, lançado em julho de 2010 pela Academia de Inteligência, selo da editora Planeta, mas confesso que me surpreendi. A obra é interessante.

O livro, que faz parte da coleção Minutos de Inteligência, aborda vários aspectos da condição humana, apontando como um privilégio e uma dádiva a nossa capacidade de termos consciência própria. Segundo Augusto Cury, não treinamos nossa psique para construir um amor inteligente e uma mente brilhante e, por isso, desenvolvemos transtornos psíquicos que nos controla e que asfixia os outros.

E é a partir desta premissa que o autor transcreve em 75 páginas (sim, o livro é super curto) diversos pontos a serem repensados sobre nossa vida. É um livro que estimula a reflexão, que fornece ao leitor minutos de autoconhecimento e avaliação de si mesmo. Algo super válido nos dias atuais, quando não temos tempo de nem ao menos dizermos a quem amamos o quão importante eles são.

O que sempre me incomodou em Augusto Cury é o fato de ele transcrever o óbvio. A sensação que tenho é que ele iguala por baixo seus leitores. Talvez esse seja o motivo dele fazer tanto sucesso e alcançar diferentes públicos, mas me incomoda um pouco, deixando a leitura por vezes maçante.

Apesar disso, o livro tem pontos altos como a seção de “Pensamentos para refletir”, que são páginas com frases marcantes sobre os assuntos descritos anteriormente. Além disso, achei muito interessante as explicações sobre algumas “moléstias” típicas da sociedade contemporânea como a Síndrome do Pensamento Acelerado e o fenômeno do Autofluxo.

Alguns trechos do livro que valem a pena serem citados:

“Os sonhos não determinam o lugar aonde você vai chegar, mas produzem a força necessária para tirá-lo do lugar onde está”. Pág 21.

“Choramos ao nascer, sem compreender o mundo em que entramos; morremos em silêncio, sem entender o mundo do qual saímos”. Pág 39.

“(...) o culto à celebridade é um sintoma de uma sociedade doente. (...) Admirar os outros pode ser útil, mas supervalorizá-los é inútil ou, pior, pode ser destrutivo, pois nos diminui, nos faz perder nossa própria identidade”. Pág 43.

“O problema é que, quando não se conhece minimamente a própria mente, pode-se não ferir os outros, mas freqüentemente fere a si mesmo, pune, exige-se demasiadamente, não admite errar, preocupa-se em excesso com a opinião dos outros”. Pág 55.

Só fica um toque para a editora: que tal fazer uma versão pocket deste livro? A versão que tenho de “Mentes Brilhantes, Mentes Treinadas” é de capa dura, custa em média R$ 20,00. Já que é um livro curto e tem o intuito de oferecer um minuto de inteligência aos leitores, nada mais justo ser mais acessível a eles, não?!

Apesar do assunto batido e dos levantamentos por vezes óbvios do autor, o livro é bom e vale ser lido por quem gosta do gênero auto-ajuda. Fica a dica.

Ficha Técnica:

Título: Mentes Brilhantes, Mentes Treinadas – Desvendando o fascinante mundo da mente humana
Autor: Augusto Cury
Ano de lançamento no Brasil: 2010
Editora: Academia de Inteligência
Minha avaliação:
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