segunda-feira, 7 de março de 2011

Crítica de cinema: O Besouro Verde

Eu sempre tive uma quedinha por heróis mais antigos, como Flash Gordon, o Fantasma e Mandrake; acho que por influência da minha infância dos anos 80, época em que passava na TV, mais precisamente no Show Maravilha, o desenho animado Defensores da Terra (recordar é viver, não é lindo?).

Quando ouvi falar pela primeira vez sobre O Besouro Verde, foi na revista Herói, publicação da Ed. Conrad (isso nos anos 90). Naquela época eles publicaram que havia a hipótese de um filme com o Besouro Verde, cujo seriado dos anos 60 teve a participação de ninguém menos que Bruce Lee como Kato, o ajudante fiel do herói.

Só depois que assisti ao filme é que fiquei sabendo que na verdade O Besouro Verde é um herói de 1936, que nasceu nas rádios. Teve mais sucesso em 1966 com a série para TV, mas foi cancelada devido à baixa audiência – tudo culpa do seriado do Batman daquela época. Em 2009 teve uma minissérie em quadrinhos (não sei se ainda é publicada) e agora em 2011 teve o filme.

Sobre o filme atual: Britt Reid (Seth Rogen) é o milionário que, depois da morte do pai, resolve combater o crime ao lado de seu chofer, Kato (Jay Chou). Para conseguir se infiltrar no submundo, cujo chefão é o vilão Chudnovsky (Christoph Waltz), eles resolvem fingir que são bandidos, por isso também são perseguidos pela polícia.

Sinceramente, eu adoraria assistir à série dos anos 60, para saber se o Besouro era assim tão... caricato. Sinceramente, o filme não foi o que eu esperava. É bem mais uma comédia – com efeitos especiais e 3D – do que um filme de aventura de super-herói. As explosões estão lá, as lutas estão lá (todas elas com destaque para Kato), mas a história deixou a desejar.

Para começar, a origem do Besouro Verde. Britt Reid é um homem perto da casa dos 30 que não tinha objetivos na vida. Depois da morte do pai, quando readmite Kato por seu talento em fazer café, ele descobre que Kato projetou várias coisas para o pai, carro blindado, com armamento... E do nada, resolve virar “herói”. As exclamações de Reid no filme eram bem irritantes, sinceramente.

Cameron Diaz não salva o filme. Aliás, para quem já foi Pantera, ela atuar em um papel secundário nesse filme foi bem... Estranho. Meio que jogaram a Cameron Diaz ali no meio para criar uma rixa entre Reid e Kato e depois soltarem a moral da história sobre amizade e blá blá blá.

O vilão era engraçado e bem caricato também. Bem, o filme todo foi engraçadinho. Não dá pra rir o tempo todo, está mais para aquela risada discreta – apenas no final eu consegui rir a valer. Uma única cena, claro. Rsrs

Enfim, se você está entediado no carnaval e as salas de cinemas legais estiverem lotadas, pode arriscar assistir esse filme. Mas não em 3D, economize para a pipoca.

Trailer, caso interesse:


Ficha técnica:
título original: (The Green Hornet)
lançamento: 2011 (EUA)
direção: Michel Gondry
atores: Seth Rogen, Cameron Diaz, Jay Chou, Christoph Waltz.
duração: 119 min
gênero: Aventura
status: Em cartaz
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