quarta-feira, 16 de março de 2011

Resenha: Catching Fire, de Suzanne Collins

Com um enredo inteligente, uma narração intensa e cenas de tirar o fôlego, a autora norte-americana Suzanne Collins conseguiu mais uma vez me prender às páginas de um livro a ponto de não conseguir largá-lo até o final. Estou falando do maravilhoso Catching Fire, segunda obra da trilogia Jogos Vorazes (Hunger Games), que teve seu primeiro livro lançado no Brasil em 2010 pela editora Rocco. A empresa informou em seu twitter que o lançamento de Catching Fire está previsto para o primeiro semestre de 2011, ainda sem um mês definido.

Sinopse: Contra todas as chances, Katniss Everdeen ganhou o anual Jogos Vorazes com o tributo companheiro de Distrito Peeta Mellark. Mas foi uma vitória que desafiou o Capitol e suas duras regras. Katniss e Peeta deveriam estar felizes. Afinal, eles ganharam para si e para suas famílias uma vida de segurança e fartura. Mas há rumores de uma rebelião entre Distritos, e Katniss e Peeta, para seu horror, são os cabeças dessa rebelião. O Capitol está irritado. O Capitol quer vingança.

Geralmente, depois de um bom livro eu costumo me decepcionar com a sua continuação. Isso acontece, pois sempre espero algo tão bom quanto o primeiro. Mas, se é possível, Catching Fire conseguiu superar seu antecessor e deixou diversos pontos pendentes na história que indicam que o próximo livro fechará com chave de ouro a trilogia.

O livro começa com a nova rotina de vida de Katniss, agora campeã dos Jogos Vorazes. Ela e sua família não levam mais a vida miserável de antes, já que receberam uma casa na Vila dos Vitoriosos e são bem abastecidas com suprimentos. Apesar disso, fica nítido desde o início que Katniss não está feliz com o novo ambiente. Pois além de ter sua vida virada pelo avesso, ela tem privado um dos seus maiores bens: a liberdade.

Informada pelo próprio presidente do Capitol, Katniss descobre que pode ter fomentado uma grande rebelião. Por isso, todos os seus passos passam a ser controlados dentro do Distrito 12 assim como também suas decisões, inclusive amorosas.

O livro é magistralmente dividido em três partes: The Spark, The Quell (evento em comemoração aos 75 anos de Jogos Vorazes) e The Enemy. As cenas são intensas com diversos pontos de ação.

A autora narra pelo ponto de vista de Katniss, então boa parte da trama permanece um mistério até o último capítulo. A eminência de uma revolução também deixa o livro tenso, deixando o leitor incerto sobre o caminho que será seguido no livro.

Para não soltar spoilers só digo que a obra inteira é de tirar o fôlego. O final do livro, então, é surpreendente!

Mais uma vez deixo meus elogios para a eficiência do trabalho da autora Suzanne Collins. Uma grande escritora contemporânea. A saga tem um caráter de fábula, analisando e criticando a sociedade atual através de uma história fictícia. Recomendo muito este e o primeiro livro da série. Ótimos!

A saga Jogos Vorazes terá uma versão cinematográfica que será dirigida por Gary Ross (diretor dos filmes Uma Vida em Preto e Branco e Seabiscuit — Alma de Herói) e já tem data de lançamento definida: 23 de março de 2012. O filme será produzido pelo estúdio Lionsgate, o mesmo dos filmes As Crônicas de Nárnia. Saiba mais aqui.

E para quem não sabe, outra saga literária de Suzanne Collins já foi lançada no Brasil:  Gregor o Guerreiro da Superfície (Gregor the Overlander), lançado pela editora Galera Record. Em breve deve rolar uma resenha sobre o livro aqui no blog. Fiquem ligados.

A saga Jogos Vorazes é composta pelos seguintes livros:

1 – Jogos Vorazes (Hunger Games)
2 – Catching Fire
3 – Mockingjay

Recomendo Catching Fire para todos que gostaram de Jogos Vorazes e para demais fãs de livros com conteúdo de qualidade. Fica a fica!

Ficha Técnica:

Título Original: Catching Fire
Autor: Suzanne Collins
Ano de lançamento: 2009
Editora: Rocco
Minha avaliação:
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