terça-feira, 5 de abril de 2011

Dica de cinema: O Retrato de Dorian Gray

Quem gosta de adaptações cinematográficas de clássicos da literatura, não pode deixar de assistir ao Retrato de Dorian Gray (Dorian Gray), que estreou nos cinemas nacionais na sexta-feira, dia 1 de abril. O filme, que teve seu lançamento em setembro de 2009 no Reino Unido, é inspirado na obra homônima, escrita pelo autor irlandês Oscar Wilde, publicada em 1890.

Sinopse: Na Inglaterra do século XIX, o jovem e atraente Dorian Gray (Ben Barnes) se muda para a efervescente Londres vitoriana. Ao tornar-se amigo do bon-vivant Henry Wotton (Colin Firth), é apresentado à sociedade local e aos prazeres hedonistas que a cidade oferece. Obcecado por sua própria beleza e juventude, Dorian aceita que lhe pintem um retrato. Ao vê-lo pronto, afirma que daria sua própria alma para ter eternamente aquela aparência. Mas, conforme os anos passam, o quadro desenvolve um ar sombrio e maligno, enquanto as feições de Dorian mantêm-se inalteradas.

O livro, que causou enorme polêmica na época de seu lançamento devido às críticas contra a rigidez moral da sociedade, perdeu o seu caráter revolucionário no filme. A adaptação tem um perfil comercial, muito eficiente ao público comum, mas provavelmente fraco aos olhos do especializado.

Durante o filme acompanhamos as mudanças de Dorian, no início um inocente novato na capital do País, passando a um vaidoso aristocrata britânico, até um homem duro assombrado pelo passado.

O filme tem algumas cenas fortes com sangue jorrando e várias carregadas de erotismo. O homossexualismo insinuado no livro, que levou Oscar Wilde a prisão na época, é exposto no filme com uma cena de beijo entre Dorian e o pintor Basil.

O elenco escalado para a produção é bom, com o recém vencedor do Oscar, Colin Firth como Lord Henry Wotton e o inglês Ben Chaplin como Basil Hallward. Gostei muito do trabalho de ambos. Já no caso do personagem Dorian Gray, Ben Barnes pouco me agradou. Gosto muito do ator (quem é fã de Vampire Academy como eu deve entender o motivo), mas o achei fraco no papel. Em poucos momentos ele me convenceu como um homem forte e impetuoso, na minha opinião, o tempo todo ele transmitiu um ar de fragilidade.

Os cenários e figurinos estão impecáveis! Assim como também a maquiagem, já que em certas cenas os personagens da trama envelhecem. E os efeitos especiais usados no quadro demoníaco dão bons sustos, gostei muito!

Com mais de um ano de atraso, o filme estreiou no Brasil depois de diversos adiamentos. E, infelizmente, poucos cinemas estão exibindo a produção. Uma pena, pois, apesar de alguns pontos fracos, o filme no geral me agradou muito.

Confira o trailer do filme O Retrato de Dorian Gray:

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